Alerta no Semiprevalente: Casos de Melanoma Disparam no Rio Grande do Norte
Com incidência de 110 casos por 100 mil habitantes, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e da proteção solar rigorosa em solo potiguar.
Por: Redação Fonte: Jair Bala
O Rio Grande do Norte enfrenta um desafio crescente na saúde pública. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelaram que, em 2023, o estado registrou uma taxa de 110 casos de melanoma para cada 100 mil habitantes. O número acende um sinal vermelho para os perigos da exposição solar sem proteção em uma região de alta radiação ultravioleta.
O que é o Melanoma?
Diferente do carcinoma (mais comum e menos agressivo), o melanoma tem origem nas células produtoras de pigmento. Embora represente apenas cerca de 3% das neoplasias malignas do órgão, é o tipo mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase — quando o câncer se espalha para outros órgãos.
Por que o RN é um ponto crítico?
A combinação de fatores genéticos e ambientais coloca o estado em posição de vulnerabilidade:
Radiação UV: A proximidade com a linha do Equador garante índices de radiação extremos quase todos os dias. Atividades ao ar livre: A economia baseada no turismo e na pesca expõe trabalhadores e moradores ao sol nos horários de pico. Falta de check-ups:
Muitos casos são diagnosticados em estágios avançados, dificultando o tratamento.
Como identificar?
Médicos dermatologistas orientam que a população examine as próprias sardas e sinais. Um sinal suspeito geralmente apresenta:
Letra Critérios que observar.
Assimetria: Um lado da mancha é diferente do outro.
Bordas: Contorno irregular, serrilhado ou pouco definido.
Cor: Variedade de cores (preto, castanho, cinza) na mesma mancha.
Diâmetro: Sinais maiores que 6 milímetros.
Evolução: Mudança de tamanho, forma ou cor ao longo do tempo.
Nota dos Especialistas: “O sol é um agente cumulativo. O dano que você sofre hoje pode se manifestar daqui a 10 ou 20 anos. O uso do filtro solar, chapéus e a visita anual ao dermatologista não são luxo, são medidas de sobrevivência.
.” Prevenção é o melhor caminho. Ao notar qualquer alteração em feridas que não cicatrizam ou manchas que mudam de aspecto, procure a unidade de saúde mais próxima.
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